sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O que é Conhecimento?


O Conhecimento é uma reunião de informações adquiridas durante a nossa vida e através da nossa experiência, podendo ser abstrato, com nenhum uso ou aplicação imediata e se caracteriza por ser também dinâmico, já que está sempre se renovando por agregar novos dados e cumulativos pelo mesmo motivo.
Existem quatro modos de se produzir conhecimento: Através do mito, da ciência, do senso comum ou da filosofia. Nesse trabalho abordaremos a ciência e o senso comum.

CONHECIMENTO EMPÍRICO
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V
Opinião
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V
...para que serve...


¹
CONHECIMENTO CIENTÍFICO
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V
certeza, saber positivo e objectivo
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V
...o que é ...

Qual é a importância do conhecimento empírico?


O conhecimento empírico é passado de geração em geração sendo fundamental para a nossa existência, permitindo que através dele as pessoas interajam e vivam em harmonia, servindo ainda para enriquecer a experiência de vida dos indivíduos e embasar o conhecimento científico que se baseia nele para comprovar ou negar o que ele toma como verdade.

Aliás, o que é conhecimento empírico?


Também chamado de popular ou vulgar é o conhecimento adquirido no cotidiano através de conclusões baseadas em experiências vividas ou presenciadas, faz parte da tradição de uma sociedade passando de geração em geração não havendo aplicação de métodos ou reflexões, portanto, não necessitando de comprovação científica, mas nem por isso deve ser ignorado já que se constitui da base do conhecimento servindo de embasamento para o conhecimento científico.

Conhecimento vulgar ligado à experiência

Experiência
Pessoal (dia a dia) dos outros (usos, costumes, crenças, provérbios populares, etc)
Conhecimento sincrético(confuso, desordenado, baralhado)
Saber sincrético: saber que se refere aos mais diferentes aspectos da vida e do real, mas sem qualquer ordenação ou sistematização.
Conhecimento geral
Ø  Comum à generalidade das pessoas
Ø  Não é especializado
Ø  É superficial (o que aparenta ser)
Ø  Refere-se a noções gerais e não a conhecimentos seguros.
É dominado por um ponto de vista subjectivo
Ø  Experiência pessoal
Ø  Motivações próprias
Conhecimento
Ø  Eficácia em tarefas imediatas

Fonte: http://www.exames.org/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=702&Itemid=45

Qual a importância do conhecimento científico?


O conhecimento científico tem trezentos anos e foi uma conquista recente da humanidade, ele é de extrema importância para o progresso da sociedade já que alicerça o saber e estimula cada vez mais o surgimento de novos conceitos, técnicas, métodos, ferramentas, instrumentos, entre outros, além de comprovar ou desmistificar vários fenômenos, assim partindo-se dele é possível uma transformação tecnológica e social. A elaboração do conhecimento científico não deve ser tarefa apenas dos cientistas, mas de todos os que buscam compreender a realidade.

AFINAL O QUE É CONHECIMENTO CIENTÍFICO?


O Conhecimento Científico é produzido através da investigação científica e foi por meio dele que evoluímos ao longo do tempo, saindo da época das cavernas e chegando à era moderna. A necessidade de querer ter sempre o melhor e de fornecer explicações sistemáticas para coisas comuns e fenômenos do nosso cotidiano, incentiva a produção do conhecimento científico, que se preocupa não só com os efeitos, mas com as causas e leis que o motivaram, indo além do conhecimento empírico.
Um dado conhecimento científico pode ser uma verdade incontestável em uma época e completamente errado em outra, temos como exemplo, os nossos antepassados que diziam que comer manga e tomar leite fazia mal, hoje, já foi provado cientificamente que não existe problema algum em misturar esses dois alimentos, assim o conhecimento cientifico não é inquestionável e se transforma com o passar do tempo devido às necessidades humanas, ele é comunicativo, público e verificável na prática, analisando os fenômenos ao invés de se limitar a descrevê-los, já que não há ciência sem analise.

Verdade ou Mentira? – Comprovações Científicas sobre Conhecimentos Empíricos.


                                                         
- “Transar antes de começar a menstruar - antes da menarca - não engravida”.
Na Fase Pré-Menstrual ou Fase Pós-Ovulação - Fase Lútea - o folículo (fase inicial do endométrio) se transforma no corpo lúteo que passa a produzir o hormônio progesterona dando acabamento ao endométrio, revestimento que irá abrigar o embrião.
A Fase Menstrual ocorre se a implementação do embrião (fecundação do óvulo) não ocorrer, pois o revestimento para abrigar o embrião - endométrio – será escamado do organismo, a menstruação.
Na Fase Folicular (ou Fase de Pré-Ovulação) ocorre o desenvolvimento de folículos ovarianos, que abrigam os óvulos.  Conforme o folículo vai crescendo ele libera um hormônio chamado estradiol que vai estimular o crescimento do endométrio, que está muito fino após a menstruação, visto que boa parte deste foi “liberada” na fase menstrual.
A Fase de Ovulação é quando o óvulo maduro está pronto para ser liberado do ovário para a trompa de falópio, ou seja, está pronto para ser fertilizado.
Diante de tais comprovações científicas, mesmo que ainda não tenha ocorrido a primeira menstruação – menarca – o organismo feminino pode estar no período que precede a menstruação, em que o endométrio está pronto – o de Pós-Ovulação – e, caso ocorra a fecundação do óvulo a mulher terá grandes chances de ficar grávida.



- “Biblioteca Digital e Biblioteca Virtual são a mesma coisa”.
Muitos pensam que não existe diferença entre a Biblioteca Digital e a Virtual, mas existe, segundo pesquisadores renomados. Muitas são as discussões sobre o assunto no meio acadêmico. Veja-se o exemplo da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) que, diante de alguns autores, é uma biblioteca virtual, pois se utiliza de recursos virtuais dentre outros. Uma Biblioteca Digital tem as seguintes características:
A biblioteca digital é também conhecida como biblioteca eletrônica (termo preferido dos britânicos), biblioteca virtual (quando utiliza os recursos da realidade virtual), biblioteca sem paredes e biblioteca conectada a uma rede. De acordo com Saunders (1992) essa biblioteca implica um novo conceito para a armazenagem da informação (forma eletrônica) [...] Assim, nesse contexto conceitual estão embutidas a criação, aquisição, distribuição e armazenamento de documento sob a forma digital” (CUNHA, p.2, 1999).

Segundo Marchiori (1997) “a biblioteca digital difere das demais, porque a informação que ela contém existe apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentes de armazenagem, como as memórias eletrônicas (discos magnéticos e óticos). Desta forma, a biblioteca digital não contém livros na forma convencional e a informação pode ser acessada, em locais específicos e remotamente, por meio de redes de computadores”. E ainda Marchiori (1997) afirma que a biblioteca virtual é conceitualizada como um tipo de biblioteca dependente da tecnologia da realidade virtual e que a biblioteca virtual deve considerar a existência de “documentos impressos, eletrônicos e óticos, de modo a ser modificado o conceito de acesso a estantes, para o acesso-da-informação-em-qualquer-lugar”.
Então, pode-se concluir que não é plausível a afirmação de que não há problemas em afirmar que Biblioteca Digital e Virtual são as mesmas coisas.

- “Quem está com dor de garganta não pode chupar sorvete”.
Analisando as afirmações científicas a seguir:
É no inverno que realçam os mitos relacionados entre a garganta e o gelado, um dos mitos mais comuns é o consumo de sorvete. A otorrinolaringologista Francini Pádua, afirma que o sorvete por si só não é prejudicial, ele pode propiciar uma mudança súbita na temperatura da faringe, podendo ser um dos fatores que, junto com outros, facilitam uma infecção (UNILEVER, 2008 apud SOUZA, CÂNDIDO, COELHO, STADLER, p.4, 2008)
São vários fatores que contribuem para infecção do vírus, como a poluição, baixa umidade e aglomerações em lugares fechados, com isso há uma maior propagação do vírus aumentando as incidências dessas doenças. Ingerindo algo gelado ocorre oscilação térmica, a qual propicia leves alterações no mecanismo de defesa do organismo. Assim tornando-se mais vulneráveis as infecções, mas não obrigatoriamente que seja a única causa delas (MANTOVANI E BIDERMAN, 2007 apud SOUZA, CÂNDIDO, COELHO, STADLER, p.4, 2008).
Em alguns casos, onde a pessoa já se encontra com a garganta infeccionada,o gelado pode até ajudar. Por exemplo, se a pessoa tem uma amidalite e está com a garganta muito inflamada, alimentos frios vão gerar um conforto maior do que os quentes (UNILEVER,2008 apud SOUZA, CÂNDIDO, COELHO, STADLER, p.4, 2008).
Entretanto, quem está com dor de garganta pode chupar sorvete, pois em alguns casos o sorvete pode gerar uma sensação de conforto. O ato de chupar sorvete tem de estar envolvido num contexto de diversos fatores que proporcionam a dor de garganta.


Autores
Anderson das Neves Moreira
Suelen Camilo Ferreira
Alunos do primeiro ano (2010) de Biblioteconomia e Ciência da Informação da
Universidade Federal de São Carlos

Os gatos sempre caem em pé?
Os gatos possuem uma habilidade conhecida como “reflexo corretivo” que é devida ao fato de possuírem um “órgão de equilíbrio” chamado Aparelho Vestibular localizado na parte interna do ouvido, o que lhes permite fazer movimentos e girar o corpo rapidamente.
Quando os gatos caem, pulam ou estão em posição desconfortável ocorre um aumento de pressão na região dos seus receptores vestibulares, onde há a detecção da variação de direção e velocidade e somada à visão do animal é enviada para o sistema nervoso central, informando a posição da cabeça em relação ao solo, esse sinal é interpretado e o sistema rapidamente manda vários sinais elétricos para os músculos do aparelho locomotor, assim o animal realiza movimentos instintivos para recuperar o equilíbrio, girando primeiro a cabeça para a posição correta, depois a parte superior do corpo e por ultimo a parte inferior. Além desses fatores os gatos contam também com a ajuda de sua estrutura corpórea, espinha dorsal flexível e estrutura óssea leve, além do pêlo espesso que ajuda a diminuir a velocidade da queda e suaviza o impacto.
Mas para que tudo isso ocorra é necessário que o animal tenha tempo de se reequilibrar, e mesmo sendo um processo fisiológico rápido muitas vezes o tombo é mais rápido ou o animal encontra-se distraído e não há tempo suficiente para se endireitar, assim quedas de alturas menores são mais perigosas do que quedas maiores, pois o gato pode não ter tempo de se aprumar.
Concluímos assim afirmando, baseados em pesquisas e leituras de especialistas, que nem sempre um gato cai em pé, portanto esse senso comum é FALSO.



                                                                    


Etapas da queda de um gato.
Fonte: TecnoCientista



http://tecnocientista.info/hype.asp?cod=6143

Gato preto é considerado mau agouro

fonte: http://2.bp.blogspot.com/_UhBJkrDpRqA/SVo_l2b-pJI/AAAAAAAAAbk/FNrShTxH73E/s1600-h/gato+preto.jpg

A superstição teve origem na Idade Média, devido a seus hábitos noturnos, acreditavam que os gatos tinham relações com forças malignas. Sendo que o gato da cor negra era considerado diabólico, uma vez que a cor era associada às trevas. Assim, na cultura medieval, os gatos pretos tornam-se símbolo de mau agouro.
No século XV, condenados a serem queimados juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria, os gatos foram acusados de estarem associados a maus espíritos, sendo incluídos na lista de seres perseguidos pela Inquisição, pelo papa Inocêncio VIII.A Inquisição inverteu uma tradição milenar, tentando combater o paganismo. Já que no Antigo Egito, os gatos eram reverenciados como divindades. Na França, o rei Luís XIII (1601-1643), proibiu a perseguição aos gatos, que durou até 1630.
Uma pesquisa do Hospital de Long Island, nos Estados Unidos, que indica que, pelo menos para pessoas alérgicas, o contato com um gato preto pode ter péssimos efeitos.Pois, os pêlos felinos dessa cor conteriam uma maior quantidade de substâncias alergênicas.
Baseados em pesquisas históricas e leituras de especialistas, o gato preto não trás mau agouro, é apenas uma superstição criada pela Inquisição, portanto esse senso comum é FALSO.


Cortar os bigodes do gato faz com que ele perca as forças?

 Perfil de um gato com pêlos sensoriais

Fonte: Blog Eduardo Castro http://1.bp.blogspot.com/_fwGrCrCHEQc/SPNkVCsvV0I/AAAAAAAABBA/_-LQH5fvDyc/s320/gato_bigode.jpg

 Os gatos possuem “pêlos táteis” também conhecidos como bigodes, repletos de nervos extremamente sensíveis, e que são utilizados para detectar estímulos externos, manifestando o tato e o olfato do animal além de orientar o espaço ao seu redor. Essas estruturas fornecem as informações necessárias para que o gato avalie distancias e se oriente no ambiente em que está evitando assim acidentes.
Com isso, concluímos que apesar de muitas pessoas acreditarem que os gatos perdem suas forças quando seus bigodes são cortados, esse fato NÃO É VERDADEIRO já que o que ocorre não é a perca da força e sim da detecção do ambiente já que sem os bigodes os animais enfrentam sérios problemas de orientação, ficando atrapalhados.

Autores
Charles Fernandes de Souza
Fernanda Domingos
Alunos do primeiro ano (2010) de Biblioteconomia e Ciência da Informação da
Universidade Federal de São Carlos



Após comer é preciso esperar duas horas para comer ou ir para a piscina?
Quando comemos precisamos fazer digestão, e para que a mesma ocorra é necessário que o organismo mande mais sangue para a barriga para auxiliar no processo da digestão. Assim, o máximo que pode acontecer se entrar na piscina ou for tomar um banho é ter uma cólica, pois estará gastando a energia que está sendo utilizada para o processo da digestão. Deverá então sair da água e deixar seu corpo descansando durante um período que seja suficiente para o final desse processo.
Pega-se Aids através do beijo?
  Isso só acontece se o infectado com o vírus tiver algum machucado na boca, senão, não acontecerá nada.

Arrancar um fio de cabelo branco faz nascer outros dois no lugar?
Isso não acontece. O que acontece é que o processo é gradativo. Quando um fio fica branco os outros vão ficar também. Outros fios brancos vão aparecer, arrancando ou não um único fio.



Autores
Aline Bataglia
Isabela Pereira
Alunos do primeiro ano (2010) de Biblioteconomia e Ciência da Informação da
Universidade Federal de São Carlos